X

Dublin

12 Maio

Beirute

14 Jul

Mostar

24 Ago
Anterior

Bilbau

14 Set

A Temporada Mais Competitiva de Sempre Começa em Junho

Azores
Data: 01/03/2017

Múltiplos aspirantes ao título masculino, uma wildcard que se tornou campeã enquanto defensora do título feminino, seis duras e desafiantes competições que visam a superação dos melhores cliff divers. É a luta pela glória naquela que é a nona temporada da World Series e a mais imprevisível até ao momento. Três segundos de queda-livre acrobática em espaços que variam entre maravilhas da natureza e de uma beleza única, a cidades históricas e terrenos desconhecidos – sempre com o objetivo desafiar os limites de uma modalidade que tem vindo a crescer rapidamente e que vai continuar a progredir em 2017. Com arranque marcado para junho, este desporto extremo vai atingir novas águas e ainda voltar a outras já comprovadas por toda a Europa e América do Norte. Antes da coroação dos dois novos campeões num local bem original, em outubro, na América do Sul.

Uma novidade na tour deste ano é o Lago Ranco, no Chile, onde a temporada de 2017 vai ter o seu grande final. Mas antes dos divers poderem experimentar este novo spot, os atletas de topo da Red Bull Cliff Diving World Series vão lançar-se de alturas de 27m (homens) e 21m (mulheres), atingindo velocidades acima dos 85km/h. Passando por países como a Irlanda, Portugal, Itália, Estados Unidos da América e Bósnia Herzegovina.

Com quase o triplo da altura de uma plataforma Olímpica, os primeiros mergulhos da temporada acontecem na imensidão selvagem da Irlanda. Mais propriamente em "Serpent's Lair", uma zona que mais parece saída de uma fábula, na ilha de Inis Mór. A partir do rectângulo quase perfeito numa das extremidades da Europa, a World Series viaja até um verdadeiro clássico – as fenomenais rochas dos Açores, na ilha de São Miguel – onde os atletas vão poder saltar diretamente das rochas vulcânicas. A meio de julho, os atletas têm de entrar por uma sala de estar privada para conseguir aceder à plataforma acima do Mar Adriático, em Polignano a Mare, bem a Sul de Itália.

A nova temporada vai ter início num dos extremos da Europa, em Inis Mór, Irlanda. Foto: Romina Amato / Red Bull Content Pool.

Após uma pausa durante o verão, a World Series regressa ao Texas e ao festim visual que são os imponentes penhascos de Hell's Gate, no Lago Posssum Kingdom, em setembro. A partir deste reservatório de água maciço nos Estados Unidos, a penúltima paragem dos atletas são as geladas águas abaixo da Stari Most. A velha ponte de Mostar, na Bósnia Herzegovina – onde o salto de grandes alturas é uma tradição com séculos. O mês de outubro leva a elite do cliff diving até terrenos completamente novos, no sul do Chile. Será durante a primeira competição da World Series na cascata de Riñinahue, rodeada de vulcões cobertos de neve, que o troféu King Kahekili vai ser atribuído aos campeões de 2017.

A temporada de 2017 pode vir a ser a mais competitiva de sempre na história do Red Bull Cliff Diving, após a fasquia ter sido elevada na edição passada com múltiplos vencedores na categoria masculina. Embora o inglês Gary Hunt, campeão por seis vezes, seja o homem a bater – todos podem vencer nesta temporada. É esperada concorrência principalmente de Jonathan Paredes, a ripping machine do México, que usou a sua técnica de salto para rasgar as suas entradas e acabar a temporada de 2016 como vice-campeão. Andy Jones, dos Estados Unidos, é outro dos nomes a ter debaixo de olho. A qualidade dos seus incríveis aéreos chamou à atenção e ajudou-o a ganhar o primeiro evento de sempre da série, em outubro passado, e a completar o pódio geral. Entretanto, o antigo campeão russo da World Series e 11 vezes vencedor do evento, Artem Silchenko é forçado ao estatuto de wildcard. Após uma temporada cheia de altos e baixos em 2016, foi convidado mais uma vez a mostrar o seu talento.

De qualquer modo, um wildcard também pode ficar com a coroa. Como já mostrou a australiana Rhiannan Iffland, que terminou a sua temporada de estreia com cinco êxitos em sete competições e arrecadou o título feminino do Red Bull Cliff Diving World Series 2016. Com quatro saltos por competição, em comparação com os três que eram feitos até aqui, espera-se que a secção feminina aumente a fasquia naquela que é a sua quarta temporada. E que vai ainda ficar marcada pelo regresso da excepcional diver alemã Anna Bader, depois de uma pausa relacionada com o nascimento do seu bebé.

Os campeões mundiais Rhiannan Iffland e Gary Hunt vão encontrar competidores talentosos durante a defesa do título neste verão. Foto: Dean Treml / Red Bull Content Pool.

A World Series, com a sua complexidade sempre crescente, aumentou o nível de complexidade de forma a ajustar-se às recentes evoluções na modalidade. Este inclui, entre outras mudanças implementadas pelo comité desportivo e alinhadas com a FINA, novos saltos – para classificar todos os saltos da competição de acordo com a sua dificuldade. Alargar os limites até onde é fisicamente possível, bem como alargar a lista de vencedores e a aumentar a concorrência no topo são coisas que vão continuar em 2017. Sendo que esta série de competições bem reconhecida vai manter-se fiel aos seus princípios.

Calendário Red Bull Cliff Diving World Series 2017
24 junho – Inis Mór, Irlanda
9 julho – São Miguel, Açores, Portugal
23 julho – Polignano a Mare, Itália
3 setembro – Texas, Estados Unidos
16 setembro – Mostar, Bósnia Herzegovina
21 outubro – Lago Ranco, Chile