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No local mais profundo da Irlanda

Michal Navratil
Serpent's Lair preparado para marcar um início único e aterrador para a nova temporada

Criada pela Mãe Natureza e não maior do que uma caixa de sapatos - pelo menos vista através das plataformas de mergulho do penhasco acima do misterioso buraco da Serpent's Lair, na Ireland, Inis Mór. A piscina de mar, quase perfeitamente retangular, é o palco ideal para a estreia da Red Bull Cliff Diving World Series deste ano. Começando das profundezas, será uma estreia neste local para as mulheres e continuará a ser um rígido teste para o corpo e a mente dos homens, na sua terceira exibição no canto da Europa. Os 22 atletas pretendem iniciar de forma consistente a temporada, para serem vistos como aqueles que conseguem vingar neste local, exposto e elementar. Os atletas estão definitivamente prontos para as 6 fortes etapas, que formam a mais imprevisível temporada.

Na temporada anterior viram-se mais vencedores de competições do que nas edições anteriores (seis vencedores em nove eventos) e viu-se ainda um estreante tornar-se no primeiro rookie a conseguir conquistar o campeonato. A competitividade está garantida para que a nova edição da World Series seja mais feroz do que nunca.

Nos homens, é o inglês Gary Hunt (seis vezes campeão mundial), o homem a bater: "Eles estão todos a tentar apanhar-me, mas eu sou um bom atleta! E vou continuar a correr!" Perto dos seus calcanhares está o vice-campeão de 2016, Jonathan Paredes do México. O candidato ao título intensificou a sua estratégia com um novo mergulho, para desafiar o brilhante atleta britânico. Além disso, os americanos Andy Jones, terceiro na geral em 2016, e David Colturi, que está a regressar de uma lesão no ombro, estão entre os principais adversários.

The Serpent's Lair, no entanto, é a World Series no seu lado mais selvagem e expõe os melhores mergulhadores do mundo a um desafio único. "A Irlanda é um dos locais mais únicos e excitantes, mas também aterrorizantes", diz Colturi, "mas sendo o meu 8º ano de competição no Cliff Diving, estou a contar com a experiência que ganhei ao longo dos anos, para me afastar desses medos e desafios mentais que me pudessem fazer sentir nervoso, ansioso, assustado e não preparado para uma temporada difícil que vou enfrentar".

Uma visão assustadora da rocha irregular e do oceano azul turquesa, em Inis Mór. Foto: Romina Amato / Red Bull Content Pool.

Inis Mór foi, durante séculos, um segredo local, que só foi partilhado com o mundo em geral nos últimos cinco anos. Em pé, nas plataformas de 21m (mulheres) e de 27m (homens), os mergulhadores irão olhar para uma vista de rocha irregular e oceano azul turquesa. Abaixo deles, o alvo: uma piscina de mar natural formada pelo bater do mar ao longo de milhares de anos. Graças a uma rede de túneis e cavernas subaquáticas, o oceano flui dentro e fora da piscina, o que significa que a água sobe e desce com cada onda.

O resultado para os mergulhadores é um alvo em movimento: "Por ser um buraco com ligação ao mar, temos água a entrar e então o nível vai subindo e descendo um bocado", explica a lenda do mergulho, Orlando Duque, "é mesmo muito lento, mas é importante estar ciente disso, porque num ponto podemos estar a mergulhar a um metro, ou a menos, e se nos esquecermos disso e falharmos o cálculo, pode ser muito mau".

Enquanto o colombiano e seus concorrentes masculinos não são uns estranhos para a costa atlântica da Irlanda, as mulheres vão enfrentar pela primeira vez, em junho, um dos locais mais emblemáticos do desporto. Para Anna Bader, principal embaixadora feminina deste desporto e a treinar atualmente para sua primeira aparição, após uma paragem devido à licença de maternidade, é "o desafio final. Eu acho que ainda não tivemos algo assim nas séries femininas. Pode ser um pouco mais duro do que outros pontos, mas acho definitivamente que as meninas estão prontas para isso".

Orlando Duque, visto a mergulhar aqui em 2014, voltará a enfrentar um dos pontos de mergulho mais difíceis da World Series. Foto: Romina Amato / Red Bull Content Pool.

A atual campeã Rhiannan Iffland, da Austrália, pode aguardar a concorrência feroz da mergulhadora americana Cesilie Carlton, da canadiana Lysanne Richard e da Adriana Jimenez, da Cidade do México, que está a atravessar a melhor forma de sua carreira neste preciso momento. Jimenez venceu, em abril, o Campeonato do Mundo FINA High Diving em Abu Dhabi, atirando Iffland para o segundo lugar.

Após meses de treino, preparação e excitante construção mental, o 2017 Red Bull Cliff Diving World Series vai começar dentro de dez dias. A multidão do Inis Mór testemunhará 14 homens e 8 mulheres, de 12 nacionalidades, incluindo wildcards convidados, a atirarem-se para o ar em busca da vitória.

Rhiannan Iffland começará a defesa do seu título, já que as mulheres entram no Lair da Serpente pela primeira vez. Foto: Dean Treml / Red Bull Content Pool.

O 60º evento da World Series será o primeiro para Greg Louganis, quatro vezes medalhista de ouro olímpico e o maior mergulhador de todos os tempos, como diretor desportivo. A lenda de mergulho dos EUA sucede a Niki Stajkovic nesta posição, depois do triste falecimento, em fevereiro, do austríaco.

Vê em DIRETO desde Inis Mór

Este evento estará em DIRETO, no dia 24 de Junho a partir das 12.00 (horas locais, 11.00 GMT) em www.redbullcliffdiving.com, Red Bull TV e Facebook. A Red Bull TV está disponível em Smart Tv's, consolas de jogos, aparelhos móveis e outros. Sabe mais em about.redbull.tv

Se perderes o evento ou simplesmente quiseres ver toda a ação novamente, a repetição estará disponível on demand alguns minutos após o fim da acção.