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Os desafios e recompensas de saltar das rochas

Rhiannan Iffland
Sabe como um cenário como o dos Açores põe à prova os atletas do Red Bull Cliff Diving

Quando expões duas dezenas dos melhores cliff divers do mundo ao Ilhéu de Vila Franca do Campo, no meio do Oceano Atlântico, estes são obrigados a lidar com muito mais do que apenas as grandes alturas de onde saltam. Não têm de gerir apenas os 3 segundos de queda livre a 85 km/h, mas também a ondulação ou o desnível da rocha de que saltam. Dizer que é um stress extra é pouco. Porém, dizem os atletas, é muito mais recompensador quando se salta de um cenário como o que encontram nos Açores.

Comecemos com o atleta mais condecorado da história do cliff diving, Gary Hunt, que diz que só agora, depois de vencer quatro em oito etapas dos Açores, se tornou um verdadeiro cliff diver. "Vir dos saltos de 10 metros e saltar de uma superfície rochosa, que nem sequer é nivelada e na qual estás inclinado, é um grande esforço. Na tua cabeça está muito errado e tens de evitar rochas enquanto cais. Todas estas coisas acrescentam stress, por isso é muito com que lidar."

Além disso, algumas das posições de salto em que os atletas mais confiam simplesmente não são possíveis, como, por exemplo, um salto interior, pois os pés estão no ângulo errado. Saltar das rochas é muito uma questão de jogar com o terreno e perceber que salto dá para executar.

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Mesmo depois de quatro vitórias em oito anos, Gary Hunt ainda considera saltar das rochas dos Açores um grande desafio. Foto: Dean Treml/Red Bull Content Pool.

Se Gary Hunt sente dificuldades, imagina quem chega pela primeira vez ao Ilhéu de Vila Franca do Campo. A diferença entre um 'caloiro' e um veterano neste desporto é gigante quando se fala de uma etapa como a dos Açores. "Já vimos aqui há vários anos por esta altura", explica Andy Jones. "Sinto que sei tudo sobre este local, todos os pequenos detalhes, que penso poderem jogar a meu favor." Com um terceiro lugar no último fim de semana, é justo dizer que o americano deu bom uso à sua experiência.

Não são apenas as superfícies irregulares que podem atrapalhar os saltadores. Um swell também pode arruinar centenas de horas de treino em poucos segundos e não há nada que se possa fazer. "Às vezes tens sorte, outras tens azar. Depende muito do tamanho do swell e se as ondas estão a vir ou não", refere Jessica Macaulay. "No ano passado, no meu último salto, fiz o meu triplo retaguarda e alinhei-o na perfeição. Depois as ondas começaram a ir embora e eu voei. Podes ser perfeita e não sair por cima por culpa das situações."

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Jessica Macaulay salta das rochas para o imprevisível Oceano Atlântico. Foto: Dean Treml/Red Bull Content Pool.

Saltar para longe, preparar as rochas de onde se salta e não ficar distraído com o ambiente envolvente e os seus elementos imprevisíveis... Qual é a recompensa de saltar aqui?

"Odeio escalar, odeio mesmo a sensação e pressão de sentir mais medo de escalar do que de saltar. Mexe com a minha mente, mas parece ajudar de alguma forma pois, na maioria das vezes, tive boas prestações aqui", diz Jonathan Paredes, que terminou cinco de oito competições diretamente das rochas no pódio. "Assim que fazes o teu salto e sai quase perfeito, claro que é recompensador e te dá um pouco mais de confiança. É super especial. Ainda que o odeie com todo o meu coração, também o amo com todo o meu coração, pois faz parte do cliff diving." 

Desafiante, stressante, mas recompensador. Saltar nos Açores pode ser uma relação de amor-ódio para muitos atletas, mas é uma que são incapazes de não reacender durante um fim de semana em cada verão.

Vê a repetição dos Açores

Revive toda a ação do Red Bull Cliff Diving Açores em www.redbullcliffdiving.com, Red Bull TV, Facebook e Youtube.

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